Deus?
Quem
me terá trazido a mim suspenso,
Atônito,
alheado...ou a quem devo,
Enfim,
dizer que em nada mais me enlevo,
A
ninguém mais de coração pertenço?
Se
desço ao vale, ao alcantil me enlevo,
Quem
e que eu busco, que será que eu penso?
Es
tu, memoria de horizonte imenso,
Que
me encheu a alma dum eterno enlevo?
Segues-me
sempre...e só por ti suspiro!
Vejo-te
em tudo...terra e céu te esconde!
Nunca
te vi...cada vez mais te admiro/
Nunca
essa voz a minha voz responde...
E
eco fiel ate do ar que aspiro,
Sinto-te
0 hálito...em
minha alma ou onde?
(Joao de Deus,
Portugal)
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