quinta-feira, 22 de setembro de 2016



As glorias de nosso sangue e posição
São sombras, e não coisas substanciais
Não   armadura contra a Sorte;
A morte põem as mãos geladas em reis:
Cetro e coroa Tem de cair,
E no pó se tornam iguais Com o pobre enterrado a pá
Alguns com espadas colhem os campos,
E plantam novos laureis onde matam;
Mas seus fortes nervos por fim devem ceder;
 Só conseguem dominar quando jazem enfim:
Cedo ou tarde.
Descem ante a sorte,
E devem desistir de seu hálito e murmúrio
 E então, pálidos cativos, se arrastam para a morte.
Suas grinaldas secam em vossa fronte;
E não mais se ufanam de seus grandes feitos!
Sobre o purpurino altar da Morte, vede agora,
Onde a vitima vitoriosa ainda sangra.
Vossas cabeças terão de chegar Ao tumulo frio.
Somente as ações dos justos.
Perfuram e florescem.
(James Shirlcy)

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