A relação da graça com a gratidão e a relação das obras com a graça.
Graça divina no contexto bíblico e reformado refere-se ao
favor sem mérito alcançado pelo ser humano diante de Deus e por muito tempo
esta verdade esteve acorrentada dentro dos mosteiros selada em língua morta,
onde somente uma classe de pessoas tinha acesso. A ignorância usada como
instrumento de poder povoou o imaginário popular durante boa parte da idade
media que vai aproximadamente do século V ate século XIV, ou seja
aproximadamente 1000 anos por volta do
século XIV a luz da Palavra de Deus
irrompe das paredes tenebrosas
como força impetuosa se utiliza de instrumentos humanos para ofuscar a
idade das “trevas” nesse contexto surge Wicliff, Huss,Lutero, Erasmo de
Roterdã, Calvino, Zuiglio e tantos outros para renovar o cristianismo que
tornara-se mais uma religião de rituais que mais mortificavam o espirito do que
a própria carne.
Assim ressurge o
conceito de Graça mais uma vez no seio da igreja traduzindo em um novo tempo de
avivamento, pois os favores divinos não podem ser alcançados por sacrifícios, rituais,
mas sim unicamente quando o próprio Deus se propicia ao ser humano, nada que
fizermos nos fara merecedores do céu ,ao sermos agraciados com as bênçãos de Deus,
não temos como pagar ou dar coisa alguma, porquanto a escritura diz que tudo no
céu e na terra pertencem ao Rei, ou seja só estaríamos oferecendo algo que lhe
pertence ,porque nos mesmos não somos donos tudo . O que podemos afirmar que
vivemos em uma relação de mordomia para com Deus assim o lugar da graça divina
ocupa o primeiro lugar na relação entre o homem e Deus, as obras por
conseguinte devem estar subordinadas primeiramente a gratidão ,pois a graça
produz gratidão na vida do Cristão e o resultado da gratidão é a obediência com
as obras, na ordem contraria são ineficazes para agradar a Deus.
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